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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Gingando Pela Paz no Haiti



Essa foto está rodando o mundo! Mas, você sabe qual é a sua história?

Durante um aula em nosso núcleo em Porto-Príncipe, no Haiti, um aluno nos surpreendeu trazendo um berimbau confeccionado por ele. Reunindo um pedaço de madeira, uma lata de massa de tomate, um arame e um fino galho de árvore ele construiu o seu arco musical.

E a surpresa maior veio quando ele pegou o seu berimbau e tocou a Iúna, um toque realizado para o jogo de mestres e formados ou para homenageá-los. Conhecimento que foi adquirido naturalmente, através do olhar e da escuta.

Pela sua iniciativa e criatividade, o menino ganhou o apelido de Artesão.

A sua iniciativa se tornou um exemplo, inspirando outros alunos e alunas a confeccionarem os seus próprios berimbaus e se dedicarem ao aprendizado com ainda mais afinco.

A história real comprova o potencial da Capoeira para criar espaços fecundos onde a criança encontra liberdade para criar e desenvolver as suas potencialidades.

E vamos Gingando pela Paz!

Após 200 anos, Joaquim Pinto de Oliveira, escravizado durante o século XVIII, é reconhecido como arquiteto da Catedral da Sé



Joaquim Pinto de Oliveira, conhecido como Tebas, foi responsável pela reforma da antiga Catedral da Sé, demolida em 1911, e de outras obras emblemáticas da arquitetura paulistana. Quando jovem, ele foi escravizado por Bento de Oliveira Lima, que morreu antes da conclusão da reforma da antiga Catedral da Sé. Endividada, a família do mestre de obras vendeu Tebas para a Igreja. Tempos depois, ele processou a viúva de Lima, ganhou a causa e conquistou sua alforria aos 58 anos, mas seguiu trabalhando como arquiteto até o fim da vida.

Tebas havia nascido em Santos. Com grande talento na arte da cantaria, que consistia em talhar pedras para serem usadas em construções, ele foi responsável pelo primeiro chafariz público da capital paulista, localizado onde hoje existe a rua Direita. Desde 1886, a peça não se encontra mais no local, tendo sido retirada após o processo de canalização de água.

Apenas em 2018, ele teria sido reconhecido como arquiteto pelo Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (Sasp). Falecido em 1811, aos 90 anos, sua história é resgatada pelo livro “Tebas: Um Negro Arquiteto na São Paulo Escravocrata“, lançado em 2019 pelo jornalista Abilio Ferreira.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

CALENDÁRIO NEGRO - JANEIRO


1 – Dia consagrado ao orixá Oxalá
1 – Independência do Haiti (1804)
1 – Lincoln assina a Proclamação de Emancipação abolindo a escravatura nos Estados Unidos (1863)
1 – Primeira libertação coletiva de escravos no Brasil, na Vila de Acarapé, hoje Redenção, Estado do Ceará (1883)
1 – Nasce em Niterói, (RJ), o músico e compositor José Paulo Silva (1892)
1 – Independência do Sudão (1957)
1 – O ganês Kofi Annan assume o cargo de Secretário-Geral da ONU (1997)

2 – Fundação em São Paulo (SP), da Irmandade do Rosário dos Homens Pretos (1711)

3 – Fundação em Porto Alegre (RS), da União dos Homens de Cor (1943)

4 – Realiza-se em Brasília (DF), o I Encontro das Religiosas da Assunção Negra (1991)
4 – Nasce em Belém/PA, Cléa Simões, atriz que se tornou conhecida a partir do seu trabalho na novela O direito de nascer, de 1978 (1927)
4 – Nasce em Belém/PA, Norton Gândia Nascimento, o ator, produtor e apresentador Norton Nascimento (1962)

5 – Nasce em Trajano de Moraes/RJ, Carmelita Madriaga, a cantora Carmem Costa (1920)
5 – Nasce Enedina Alves Marques, primeira mulher negra a se formar engenheira civil no Brasil (1913)
5 – A Lei n. 7.716, denominada Lei Caó define os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor (1989)

6 – Circula pela primeira vez o jornal O Clarim da Alvorada, organizado por José Correia Leite e Jayme de Aguiar (1924)
6 – Dia consagrado a São Baltazar, um dos três reis magos que levaram oferendas para Jesus
6 – Nasce em Salvador (BA), Juliano Moreira, médico psiquiatra considerado pai da psiquiatria brasileira (1873)
6 – Fundação no Rio de Janeiro do Rancho Rei de Ouro, organizado por Hilário Jovino Ferreira (1893)
6 – Nasce no Rio de Janeiro, o compositor José Gonçalves - Zé com Fome ou Zé da Zilda, autor entre outros sucessos de "Aos Pés da Cruz" e "Só pra Chatear" (1908)
6 - Nasce em Salvador/BA, Hilda Dias dos Santos, yalorixá do Ilê Axé Jitolu, desenvolveu importante trabalho sociocultural no bairro da Liberdade, em Salvador, contribuindo de forma decisiva para a fundação do bloco Afro Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do Brasil, digirido por seu filhos (1923)

7 – Nasce em Bom Jardim, distrito de Santo Amaro (BA), Teodoro Fernandes Sampaio, o engenheiro, escritor, geógrafo e historiador Teodoro Sampaio (1855)
7 – Nasce no Rio de Janeiro (RJ) Luiz Carlos dos Santos, o cantor e compositor Luís Melodia (1952)

8 – Fundação, na África do Sul, do Congresso Nacional Africano (CNA), partido político criado por um grupo de advogados, jornalistas, professores e líderes negros que se notabilizou na luta contra o apartheid (1912)

9 – O presidente Luís Inácio Lula da Silva promulga a Lei nº 10.639/03, que determina a inclusão de conteúdos relacionados à História e Cultura Afro-brasileiras nos currículos escolares (2003)

10 – Nasce em Tuskegee (EUA), o botânico, inventor, cientista e agrônomo George Washington Carver, chamado pela Revista Time de "Leonardo da Vinci Negro" (1864)

11 – Tem início, no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, o 2º Congresso Afro-Brasileiro, que contou com as presenças de Edison de Souza Carneiro (organizador), Martiniano do Bonfim, Camargo Guarnieri e Jorge Amado. O evento foi realizado de 11 a 20 de janeiro (1937)
11 – Nasce em Nova Iorque (EUA) Mary Jane Blige, cantora, compositora e produtora musical, rainha do R&B e Hip Hop estadunidenses (1971)

12 – O escritor Joaquim Maria Machado de Assis, aos 16 anos, publica o seu primeiro texto, a poesia "Ela" (1855)
12 – Nasce em Pernambuco a rainha da ciranda Lia de Itamaracá, patrimônio vivo da cultura pernambucana (1944)

13 – Nasce na cidade de Cachoeira (BA), o engenheiro, professor universitário e abolicionista André Pinto Rebouças - André Rebouças (1838)

14 – Nasce em Bay Shore, Nova Iorque (EUA), James Todd Smith III, o cantor de rap e ator estadunidense LL Cool J (1968)

15 – Nasce em Atlanta, Georgia (EUA), Martin Luther King Jr., Prêmio Nobel da Paz em 1964, por sua luta contra a discriminação racial e os direitos civis nos Estados Unidos (1929)
15 – Na Bahia, o governo suprime a exigência de registro policial para os templos de ritos afro-brasileiros. É o único estado brasileiro a abolir essa exigência (1976)

16 – Nasce na Bahia, o desenhista, gravador e escultor José da Paixão Silva (1938)
16 – Nasce em Ibadan, Nigéria, Helen Folasade Adu, a cantora de jazz Sade Adu (1959)

17 – Nasce em Lousville (EUA) Cassius Marcellus Clay Jr, o campeão de box Muhammed Ali, considerado um dos melhores da história do esporte (1942)
17 – Nasce em Arkebutla, Missouri (EUA), o ator James Earl Jones (1931)

18 – A Federação Latino-Americana e do Caribe de Jornalistas Desportivos elege Joaquim Cruz o melhor atleta latino-americano de 1984 (1985)

19 – Nasce em Boa Esperança, município de Rio Bonito (RJ) Bernardino da Costa Lopes, o poeta B. Lopes ou Bruno (1859)
19 – Nasce no Rio de Janeiro (RJ) Olivério Ferreira, o compositor, cantor e ritmista Xangô da Mangueira (1923)

20 – Dia consagrado ao orixá Oxóssi, no Rio de Janeiro
20 – Nasce em Salvador (BA) Domingos da Rocha Viana, o compositor Domingos Moçuranga (1807)
20 – Nasce em Juiz de Fora (MG) Sebastião Cirino, músico, compositor, autor de "Cristo nasceu na Bahia", entre outras obras (1902)
20 – Nasce no Engenho da Cruz, distrito de Cachoeira (BA), Beatriz Moreira da Costa, a ialorixá Mãe Beata de Iemanjá, escritora, militante negra e social, autora do livro "Caroço de dendê - a sabedoria dos terreiros (1931)
20 – Criada no Rio de Janeiro a Ala de Compositores da Estação Primeira de Mangueira (1939)
20 – Nasce em cachoeira (BA), Mário Gusmão, ator, primeiro negro formado na Escola de Teatro da UFBA, artista que muito contribuiu para a difusão da cultura negra (1928)
20 - Toma posse o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama II, advogado, professor, escritor e político nascido no Havaí. Antes da presidência, Barack Obama tinha sido senador pelo estado do Illinois de 2005 a 2008.

21 - Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, instituído pela Lei 11.635/2007

22 – Nasce em Quintas da Barra, Salvador (BA), Francisca Xavier Queiroz de Jesus, a atriz, produtora e yalorixá Chica Xavier (1936)

23 – Início da luta armada em Guiné-Bissau, primeira colônia portuguesa a se tornar independente (1963)

24 – Tem início em Salvador (BA), a Revolta dos Malês, a insurreição urbana mais importante dos escravos brasileiros, com um saldo de 100 mortos e 281 presos (1835)

25 – Nasce em Maputo, Moçambique, o ex-jogador de futebol, Eusébio da Silva Ferreira, o "Pantera Negra", estrela do Benfica e da Seleção Portuguesa na década de 60 (1942)

26 – Nasce em Birminghan, Alabama (EUA), Angela Yvonne Davis, a ativista feminista, escritora, pesquisadora e professora emérita da Universidade da Califórnia (EUA) Angela Davis. Autora de clássicos do Feminismo Negro, como Mulheres, raça e classe, Mulheres, cultura e política e Blues legacies and Black Feminism (1944)
26 – Realiza-se no Teatro Ginástico, Rio de Janeiro, a primeira apresentação do Teatro Folclórico Brasileiro (1950)

27 – Nasce em Maceió (AL), Djavan Caetano Viana, o cantor e compositor Djavan (1949)

28 – Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

29 – Nasce no Mississipi (EUA) Orpah Gail Winfrey, a apresentadora de TV e empresária estadunidense Oprah Winfrey (1954)

30 – Nasce no Alasca (EUA) Khaleed Leon Thomas, o ator e rapper Khleo Thomas (1989)

31 – Pressionada pela Casa Branca, a Câmara dos Deputados aprovou a XIII Emenda à Constituição, abolindo a escravidão nos Estados Unidos (1865)
31 – Nascimento de Nzinga, rainha de Angola de 1633 a 1663 (1582)
31 – Nasce no Arkansas (EUA) Roosevelt Sykes, o cantor e pianista norte-americano conhecido como "The Honeydripper" (1908)

FONTE: 
Página CALENDÁRIO NEGRO no Facebook https://www.facebook.com/calendarionegro/

REVOLUÇÃO NEGRA NO HAITI (1º de Janeiro de 1804)



REVOLUÇÃO NEGRA NO HAITI (1º de Janeiro de 1804)

A Revolução Haitiana, também conhecida por Revolta de São Domingos (1791-1804) foi um período de grande conflito na colônia de Saint-Domingue, levando à eliminação da escravidão e a independência do Haiti como a primeira república por pessoas de ascendência africana.
Em meio a centenas de rebeliões ocorridas no Novo Mundo, durante os séculos de escravidão, apenas a revolta de Saint-Domingue obteve sucesso em alcançar a independência permanente.
A Revolução Haitiana é também conhecida com A Revolução Negra.

Fontes para pesquisa:
 http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/revolucao_negra.html
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Haitiana

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Refletindo sobre a Consciência Negra



A proposta é que o mês de novembro, em especial o dia 20, seja cenário de reflexão sobre a atual situação do negro na sociedade brasileira. Um dia de apontar desigualdades, injustiças e contradições. Enquanto o branco já nasce com os privilégios que a própria cor lhe confere, o negro ainda precisa ultrapassar inúmeras barreiras discriminatórias erguidas diante da sua cor, do seu corpo, do seu cabelo para tentar alcançar tais privilégios. Por isso essa data se faz importante!
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Para os que fazem críticas e até piadas , questionando "por que não existe um dia da consciência branca"? ou "Consciência tem cor?" (geralmente brancos, privilegiados), o que tenho a dizer é que este fato só reforça que nós, brancos, não temos nenhuma necessidade de afirmar nossa cor, nossa raça. Já nascemos numa posição superior na pirâmide de privilégios e temos nossas 'cotas' desde antes do nascimento! 

O Brasil é um país cuja MAIORIA da população é negra/parda, segundo dados recentes do IBGE. Mesmo assim, as estatísticas estão aí para comprovar que os negros são MINORIA nas Universidades, nos cargos mais importantes, ganham os salários menores, são a maioria entre os desempregados, são as maiores vítimas da violência policial. Eles não ocupam os melhores bairros, nem trafegam nas melhores ruas, nem comem nos bons restaurantes. Continuam nas periferias, nas fazendas, trabalhando em condições precárias, nos cortiços, nas favelas. .

MAIORIA QUE NÃO É VISTA! Paradoxal isto, não? Então, quando falamos em "Consciência Negra", estamos reforçando a necessidade de que esta história, a história negra, ganhe espaço em nossa sociedade, ganhe visibilidade. Conhecer a história dos negros, sem manipulações ideológicas, é conhecer a verdadeira história dos nossos antepassados e assim reconhecer nossa dívida histórica com os negros. O racismo naturalizado está presente em nosso cotidiano e o preconceito, por muitos negligenciado, arde na pele negra, cortando como chicote! O pior preconceito é aquele que não assumimos! ⠀

Texto Maravilhoso de: Carolina Dantas
Psicoterapeuta Sistêmica

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA, SIM !!!


DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA, sim! 

Sua consciência humana nunca me fez saber da existência de Solano Trindade na escola, nunca me fez aprender em uma aula que o negro resistiu, nunca me ensinou que princesa Isabel não era a redentora. 

Por falar nisso, por que o dia da Abolição não incomoda tanto quanto o dia da consciência negra? Será por que a personagem principal do acontecimento histórico era uma princesa branca? 

Sua consciência humana não fez os personagens históricos negros aparecerem no meu livro de história, sua CONSCIÊNCIA HUMANA não tirou esse grupo da posição de subalternidade. 

Sua consciência humana não levou os negros recém saídos das casas grandes para o mercado de trabalho, não livrou os meus ancestrais de subirem para os morros por falta de opção, sua consciência humana não livra meninos pretos de serem mortos por estarem em um beco escuro, não livra qualquer negro de ser suspeito, não me livra de olharem estranho pro meu cabelo livre de processo químico. 

Sua consciência humana não livra os cotistas negros de gente sem informação, sem conhecimento histórico de dizer que cotas são ações racistas. Sua consciência humana não me livra, não me encanta, não me serve de nada. 

Sua consciência humana serve pra abafar o caso, pra não ver preto falando com propriedade sobre sua própria condição. Sua consciência humana serve pra alienar outros pretos que se negam a se reconhecer como tal, que não percebem que sua negritude os exclui de alguns espaços, que seus traços ainda são um empecilho. 

Sua consciência humana serve pra você, que fica incomodado quando você não é a estrela da festa. Sua consciência humana é por que você não quer reconhecer sua posição de privilegiado e é melhor desmobilizar do que unir forças, mesmo quando o assunto não é sobre você.

Eu quero que se lasque sua consciência humana. Eu quero dia do preto, dia do pobre, do cigano, do favelado, do viado, da sapatão, da travesti e do nordestino. Quero dia de gente que ainda é invisível por uma sociedade que prefere não falar sobre o assunto, que prefere dizer que todos somos iguais pra não ter que olhar pros direitos de quem ainda não tem tantos direitos assim.

Sua consciência humana, me dá asco."

Por: Bruna de Paula.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

CELEBRAÇÃO DA CONSCIÊNCIA NEGRA EM FLORESTA - PE - UM ATO HISTÓRICO


No dia 23 de novembro de 2019, o Instituto Cultural Raízes, comandou pela 11ª vez, a Celebração da Consciência Negra, no município de Floresta, no sertão pernambucano.

Neste ano, o evento foi realizado pelo Instituto Raízes e o Projeto Arte e Vida, que é desenvolvido em parceria da entidade com a Diocese de Floresta.

A comunidade escolhida para a vivência deste momento, foi o Bairro DNER, local em que se desenvolve a maior parte das ações do Projeto Arte e Vida na cidade.

A noite cultural teve início às 19:30h, com a realização de um grande cortejo cultural pelas ruas do bairro DNER, seguindo depois para o espaço em que funciona o Projeto Arte e Vida, aonde ocorreram as apresentações culturais.

Maracatu de Baque Virado, Afoxé, Maculelê, Capoeira e várias danças afrobrasileiras, fizeram parte das apresentações culturais dos diversos grupos presentes à exemplo do Maracatu Afrobatuque, Grupo Zumbi de Mirandiba, Grupo da Aldeia Lagoa da Serra do Arapuá (Povo Pankará), Grupo de Jovens da Comunidade Quilombola de Poço Dantas de Inajá.

Mais uma vez a Celebração da Consciência Negra em Floresta, se afirma como maior evento de cultura afrobrasileira da região, representando um exemplo de resistência humana e cultural e de afirmação da negritude.